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Imagem Interna

Liberdade

BAIRRO DA LIBERDADE- SÃO PAULO

O laculá, guia de turismo e guia de locais, vem aqui contar um pouco mais sobre a história do Bairro da Liberdade que se encontra localizado na cidade de São Paulo. Um pouco da história do bairro da Liberdade, o bairro japonês que é um verdadeiro patrimônio cultural da cidade você encontra aqui no guia comercial laculá.

 

História do Bairro Maraponga

BAIRRO DA LIBERDADE- SP

Com certeza você já ouviu falar sobre o incrível bairro da Liberdade, situado na cidade de São Paulo. Considerado um dos bairros mais turísticos da “cidade cinza”, uma das principais características do local é o fato dele ser considerado um dos mais significativos e maiores redutos da comunidade japonesa, tanto da cidade quanto do país.

Ambientado entre os distritos da Sé e da Liberdade, o bairro carrega em si um fortíssimo viés histórico, e oferece muito mais do que a inúmera lista de opções em restaurantes especializados na culinária japonesa e oriental.

No Laculá você confire a seguir, um pouco da história do bairro da Liberdade e o que há de interessante para se fazer neste lugar mágico que se confunde com a própria história da formação da cidade de São Paulo.

 

BAIRRO DA LIBERDADE- HISTÓRIA

1908 foi o ano em que a imigração japonesa para o Brasil teve seu início. Hoje, podemos sem sombra de dúvidas, afirmarmos que o bairro da Liberdade é um pedacinho do Japão dentro do nosso país.

Estima-se que hoje temos cerca de  400 mil japoneses e descendentes residindo na cidade de São Paulo. O mais interessante é o fato de que com o bairro da Liberdade, temos a concentração não somente de japoneses e seus descendentes, mas também de outros povos orientais que agregam suas culturas à cidade. É o caso de coreanos, chineses, e demais nacionalidades do mundo oriental.

 

LIBERDADE: O BAIRRO DA PÓLVORA

A grande verdade é que assim como ocorreu com as demais regiões da cidade, o surgimento do bairro da Liberdade ocorreu a partir do loteamento de chácaras que duraram até o século 19.

Até o século 17, o local onde hoje encontramos o bairro era totalmente despovoado, apesar de ser uma das rotas  de passagem para o fornecimento de produtos de São Paulo para as regiões de Santo Amaro e Santos, por exemplo.

Em 1754, o chamado  Largo da Pólvora era uma região extremamente periférica da cidade de São Paulo, onde estava situada a famosa ‘Casa da Pólvora’.

Daí o singelo apelido de “Bairro da Pólvora”, numa região localizada entre o Centro da cidade de São Paulo e o então município de Santo Amaro.

 

Um dado que merece atenção é que nessa região da cidade, havia um local denominado “Largo da Forca”. Esse nome era uma explícita referência a existência de uma forca usada para execução de pessoas condenadas à pena de morte.

Esta forca foi transferida para a  rua Tabatinguera no ano de 1604, após a solicitação dos religiosos do Convento do Carmo, sendo que ela funcionou até o ano de 1870.

Quando a forca foi removida, o local passou a ser chamado de “Largo da Liberdade”, ganhando força e batizando toda a região do bairro.

De acordo com a Wikipédia, há duas versões para o nome de Liberdade para o bairro:

Existem duas versões para a adoção do nome “Liberdade”ː uma diz que é uma referência a um levante de soldados que reivindicavam o aumento de seus salários à coroa portuguesa em 1821, e que teria resultado no enforcamento dos soldados Chaguinhas e Cotindiba. O público que acompanhava a execução, ao ver que as cordas que prendiam Chaguinhas arrebentaram várias vezes, teria começado a gritar “liberdade, liberdade”. Outra versão diz que o nome Liberdade é uma referência à abolição da escravidão.

 

Fontes:

“Crueldade marca início do bairro da Liberdade” http://www.nippobrasil.com.br/especial/n027.php

“História da Liberdade vai dos enforcados aos imigrantes”

https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,historia-da-liberdade-vai-dos-enforcados-aos-imigrantes,1778989

 

PRIMEIRO CEMITÉRIO PÚBLICO ABERTO DA CIDADE

Nas proximidades do então “Largo da Forca”, em 1779, projeta-se e constrói-se o primeiro cemitério público aberto de São Paulo.

Ele foi concebido com o intuito de enterrar indigentes e pessoas consideradas criminosas, condenadas à forca. Esse cemitério ficou ativo até o ano de 1858, quando foi inaugurado o famoso Cemitério da Consolação, que por sua vez, foi instalado nas terras cedidas pela Marquesa de Santos.

Um dado curioso e relatado por muitos moradores, diz respeito as ossadas encontradas em casas e comércios locais. Estima-se que ainda hoje seja possível encontrar marcas do antigo cemitério, por meio dos ossos de mortos enterrados nos terrenos onde hoje temos comércios e residências.

Hoje considerado essencialmente um bairro oriental, a Liberdade era essencialmente, em suas origens, um bairro de negros.

Ali se abrigaram organizações de eis-escravos, bem como seus descendentes.  Um exemplo foi a  Frente Negra Brasileira e, posteriormente, o Paulistano da Glória. Este último, um sindicato de empregadas domésticas que originou uma escola de samba, sob a liderança do sambista Geraldo Filme.

No século 19 a população local era basicamente de imigrantes portugueses e italianos. Foram  eles que  construíram casarões e sobrados que posteriormente vieram a se transformar em pensões e repúblicas, onde instalaram-se então os imigrantes japoneses já na década de 20.

Para sermos mais exatos, o fato que marca a entrada dos japoneses no Brasil e no bairro da Liberdade é quando ancorou no porto de Santos o navio Kasato-Maru, om primeiros imigrantes japoneses chegando ao país, em 1908.

Ruas e alamedas tiveram que ser  obrigatoriamente construídas, com o crescimento da população da cidade, sendo criadas após a pressão  das autoridades frente aos donos dos grandes terrenos locais.

 

De acordo com o portal Nippo Brasil, a origem dos nomes das principais ruas do bairro são as seguintes:

 

Beco dos Aflitos
Lembra a existência do primeiro cemitério público aberto em São Paulo nos idos de 1848. A Capela dos Aflitos, onde é venerada Nossa Senhora dos Aflitos (daí o nome do beco), ocupava o centro do cemitério, conhecido como Cemitério dos Enforcados.

Rua dos Estudantes
Lembra a existência de antigas repúblicas de estudantes.

Rua Conselheiro Furtado
Homenagem a Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça, que nasceu em Loanda, na África, mas veio criança para o Brasil. Desde 1851, exercia o cargo de delegado de polícia. Morreu em 23 de maio de 1890.

Rua Galvão Bueno
Homenagem a Carlos Mariano Galvão Bueno nascido na cidade de São Paulo em janeiro de 1834. Formou-se em Direito em 1860. Morreu afogado em maio de 1883, quando pescava nas águas do Tamanduateí.

Rua da Glória
Local onde se localizava a chácara de Nossa Senhora da Glória. Em 1825, o presidente da Província, Lucas Antonio Monteiro de Barros, criou no local o Seminário das Educandas de Nossa Senhora da Glória.

Avenida Liberdade
Pela Lei nº 4.211, de março de 1952, passou a denominar-se Avenida Liberdade. Em 1822, chamava-se Rua da Pólvora.

Praça da Liberdade
Essa denominação, dada ao velho Largo da Forca, lembra a abolição da escravatura do Brasil, em maio de 1888. Em 1822,denominava-se “Campo da Forca”.

Rua Conde de Sarzedas
Homenagem a Bernardo José de Lorena, o Conde de Sarzedas, foi capitão-general de São Paulo de 5 de junho de 1788 a 27 de junho de 1797.Era fidalgo português.

Lugares obrigatórios para visitar no Bairro da Liberdade
Chega a ser redundante mencionarmos que a cultura oriental permeia toda a região.

Além da culinária oriental, das mais prestigiadas e adoradas do mundo todo, no bairro é possível ir além de comer bem. Diversão, riqueza cultural e até mesmo economizar realizando boas compras é possível.

 

Confira a seguir, alguns locais menos badalados, undergrounds ou “lado b” que merecem a sua visita.

Kyoto Utensílios e Utilidades Domésticas

O tradicional chinelo de madeira, um ícone da cultura japonesa, bem como utensílios para decoração, estátuas, entre outros objetos, podem ser encontrados aqui.

Localizada na Rua Galvão Bueno, a Kyoto literalmente oferece pedacinhos do Japão pra você levar pra sua casa ou presentear alguém que curta a cultura oriental e japonesa.

SoGo Plaza Shopping
Pra quem curte tranqueirinhas, quinquilharias e cosplay, a SoGo Plaza Shopping tem de tudo um pouco.

Uma galeria que vende desde capinha tosca de celular, até cosméticos, óculos, roupas, sapatos e afins. Fica na Rua Galvão Bueno, número 40, no Bairro da Liberdade.

Livraria Chinesa
Passando pelos populares mangás, até a genuína literatura em todas suas vertentes a Livraria Chinesa é o lugar certo pra você encontrar aquele dicionários chinês-português e chinês-inglês.
Endereço: Avenida da Liberdade, 622 – Liberdade

Yunitto-Lab SP 011
Está em busca de um quimono típico, ou trajes tradicionais de seda?

Venha direto ao lugar certo, anote aí o endereço:
Rua da Glória, 312 – Liberdade.

Restaurante Nandemoyá
Depois das compras bate sempre aquela “larica”, diz aí?
Escondido do grande público, o restaurante Nandemoyá fica no fundo da lojinha de t-shirts  Japan Society.

Se por fora temos a impressão de um galpão tosqueira caindo aos pedaços, por fora temos um ambiente clean e bem agradável, com o melhor da culinária local!

Comida barata e de boa qualidade, pode confiar.
Endereço: Rua Américo de Campos, 39

Museu Histórico da Imigração Japonesa
Funcionando desde o ano de 1978 no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, em 3 andares, o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil é destino obrigatório.

Tem muita coisa relacionada com a conexão entre Brasil e Japão.
Endereço: Rua São Joaquim, 381 – Liberdade

Que tal visitar a região e contar pra gente suas impressões? 

Luis Perossi
Redator e professor, formado em Letras.

Informações do bairro

  • Hospital do Servidor Púbilco Municipal

    R. Castro Alves - Aclimação, São Paulo - SP, 04002-010 - Atendimento 24 horas - Telefone: 3397-7700

  • Teatro Santo Agostinho

    R. Apeninos, 118 - Liberdade, São Paulo - SP, 01533-000 - (11) 3209-4858

  • Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1

    Rua Vergueiro, 363 - Liberdade, São Paulo - SP, 01504-001 - (11) 3389-9000

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